MOVIMENTOS CULTURAIS E SOCIAIS


















































A cultura em Nova Iguaçu nunca foi um acessório, mas uma ferramenta de sobrevivência e afirmação. Durante as décadas de 80 e 90, surgiram cineclubes, grupos de teatro de rua e coletivos de artes visuais que desafiavam a lógica do "centro versus periferia". O que aconteceu em Nova Iguaçu nesse período foi a prova de que a periferia não era apenas um lugar de carência, mas um centro produtor de inteligência política.
Nova Iguaçu, entre as décadas de 1980 e 1990, não foi apenas uma periferia da região metropolitana do Rio de Janeiro; foi um dos mais pulsantes laboratórios de democracia e inovação social do Brasil. Enquanto o país buscava respirar após o longo período da ditadura militar, o solo iguaçuano fervilhava com uma organização popular que se tornaria referência nacional e internacional. Sob a influência da Teologia da Libertação e a liderança profética de figuras como Dom Adriano Hypólito, Nova Iguaçu organizou uma das malhas de comunidades de base mais fortes do país.
Foi nesse cenário que o Movimento de Amigos de Bairro (MAB) ganhou escala, articulando a luta por saneamento, asfalto e luz com a luta pelas liberdades civis. A cidade não apenas pedia melhorias urbanas; ela exigia o direito à cidadania plena, servindo de base para a fundação de partidos políticos e centrais sindicais que liderariam a redemocratização.
Nova Iguaçu foi berço de movimentos que mudaram a legislação brasileira. O exemplo mais emblemático é o Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) e as articulações que deram origem a grupos de proteção à infância e juventude. Em uma época em que a violência era usada como controle social, a articulação da Baixada Fluminense levantou a voz contra os esquadrões da morte e o extermínio, pautando o debate ético sobre a vida que influenciou diretamente a redação da Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A cidade ensinou ao país que a democracia se constrói na base: na reunião das associações de moradores e moradoras, no ensaio do grupo de teatro, na plenária do sindicato e na roda de conversa das mulheres. Esse período de glória e luta é o alicerce de projetos como o "NOSSA GENTE". Ao registrar hoje os rostos e as histórias desses agentes não estamos apenas capturando imagens, mas salvaguardando o DNA de um povo que, entre os anos 80 e 90, provou que a arte e a cultura são as ferramentas mais poderosas de transformação social.
MEMÓRIAS DE NOVA IGUAÇU ANOS 80/90 em sistematização












A redemocratização do Brasil não teria o mesmo rosto sem a experiência acumulada nos fóruns, fólios e assembleias de bairro da cidade. Os movimentos sociais iguaçuanos ensinaram ao país que a democracia não se faz apenas com o voto, mas com a ocupação do espaço público e a organização coletiva. A contribuição de Nova Iguaçu para a redemocratização do Brasil é imensurável.
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