A Associação Narractiva Periférica Centro de Ações Culturais da Baixada Fluminense consolida-se como uma instituição de articulação cultural e produção audiovisual dedicada à democratização da memória e ao fortalecimento das identidades do território Iguaçuano e da Baixada Fluminense. Atuando na intersecção entre a comunicação popular, a salvaguarda do patrimônio imaterial e a formação técnica, desenvolvemos projetos que resgatam trajetórias invisibilizadas e promovem o protagonismo das periferias da periferia. É importante ressaltar que, mesmo diante de um cenário de escassez de fomento e dificuldades econômicas, a Narractiva Periférica tem mantido sua atuação de forma ininterrupta, executando suas atividades com esforço utilizando nossos limitados recursos próprios,- originados por prestações de serviços-, quando não somos contemplados em editais. Este esforço demonstra o compromisso ético da instituição e sua equipe com a cultura local e sua alta capacidade de execução e autogestão. A viabilidade técnica aqui apresentada evidencia um enorme potencial de escala: com o aporte de novos recursos econômicos e parcerias, estas atividades poderão ser potencializadas, ampliando o alcance social e a preservação da memória histórica de Nova Iguaçu e da Baixada Fluminense.
MEMÓRIAS 2025


Evento de lançamento oficial do documentário "Sylvio Monteiro alma inquieta" no Complexo Cultural de Nova Iguaçu, apresentando a obra ao público e à classe artística.


















Exibição especial do documentário "Sylvio Monteiro" em celebração à data oficial da região. A atividade homenageou este ícone da cultura de Nova Iguaçu, cuja trajetória atravessou e marcou as décadas de 70, 80 e 90.
Comemoração do Dia da Baixada Fluminense


Festa do Aipim entre os dias 11, 12 e 13 de Junho dentro da programação alternativa da Festa do aípim ocupando espaços populares.
Mostra de documentários RAP - Rede Audiovisual Periférica












Exibição especial no Complexo Cultural Mário Marques (Nova Iguaçu), com o resgate de três documentários históricos: Repentista Miguel Bezerra; Casa da Flor; e o documentário sobre o samba-enredo da Império da Uva dedicado a João Cândido, o herói que a história escondeu.
Mostra "3 Curtas dos Anos 90"




A exposição "O Canto das Três Raças na Terra dos Laranjais" apresenta uma imersão profunda nas raízes identitárias que formaram a alma de Nova Iguaçu. Através de uma curadoria que une memória e sensibilidade, a mostra celebra o encontro das matrizes indígena, africana e europeia, cujo trabalho e cultura floresceram sob o ciclo da laranja — período que moldou o desenvolvimento e o imaginário da nossa região.
Série de Mini Reportagens NovaTV: Produção de conteúdos focados na memória e visibilidade social.
A Reconstrução como Ato de Resistência: Assim como a cidade de Varsóvia (Polônia) ou a Frauenkirche de Dresden (Alemanha) foram reconstruídas após serem reduzidas a escombros na Segunda Guerra, a reconstrução da Vila de Iguassu atua contra uma "guerra" diferente: a guerra do esquecimento e do descaso histórico. Reerguer esses símbolos é dizer que a cultura do território iguaçuano não foi vencida pelo tempo ou pelo abandono. O Resgate da Autoestima Coletiva: Na Europa, a reconstrução de monumentos devastados serviu para devolver ao povo o seu "espelho". Para Nova Iguaçu, tirar a Vila de Iguassu da condição de "ruína invisível" é devolver ao iguaçuano o orgulho de pertencer a um lugar que já foi o centro econômico do país, combatendo o estigma de "cidade dormitório". Continuidade Histórica (O Elo Perdido): Uma cidade sem seus monumentos antigos sofre de "amnésia geográfica". Quando os europeus reconstruíram suas pontes e catedrais pedra por pedra, eles estavam garantindo que as futuras gerações soubessem de onde vieram. A reconstrução da Vila de Iguassu cumpre essa mesma função pedagógica: ela materializa a história para que o jovem da Baixada entenda que ele pisa em um solo de relevância na história nacional, apesar das circunstancias.
Villa de Iguassu: Resistência, auto estima coletiva, continuidade histórica
Muitas vezes descrita apenas como uma proeza da engenharia imperial ou uma rota vital para o escoamento do café e do ouro, a Estrada do Comércio (ou Caminho do Tinguá) esconde, sob suas pedras polidas pelo tempo, uma verdade monumental: ela é, antes de tudo, um memorial ao trabalho escravizado. Embora o brilho da riqueza que passava por ali tenha ficado registrado nos livros de história, pouco se fala sobre os homens e mulheres que, sob condições desumanas, abriram caminhos através da densa Mata Atlântica e do relevo impiedoso da Serra do Tinguá. A força da mão de obra escravizada foi o verdadeiro alicerce desta via. Cada paralelepípedo assentado e cada curva desenhada na montanha representam não apenas técnica, mas a resistência e o sacrifício de uma população que construiu a infraestrutura do Brasil, enquanto lhe era negada a própria humanidade. A NovaTV entende que resgatar a história da Estrada do Comércio sem pautar o protagonismo (ainda que forçado) do trabalhador escravizado é perpetuar um silenciamento histórico. Reconhecer essas mãos negras como as arquitetas do progresso da Baixada Fluminense é um ato necessário de justiça. É transformar uma "estrada de passagem" em um território de memória, onde o verdadeiro valor não está no que por ela circulou, mas no esforço daqueles que a tornaram possível.
A Estrada do Comércio em Tinguá: O Monumento Erguido pelo Braço Negro
Trabalho estratégico de articulação com os Pontos de Cultura de Nova Iguaçu para viabilização de projetos em rede. O projeto “NovaTV” – Comunicação Popular em Movimento propõe um ciclo contínuo de formação, produção e exibição audiovisual nos municípios da Baixada Fluminense, com foco em Nova Iguaçu e cidades vizinhas. A iniciativa é uma integração dos projetos EPA – Escola Periférica de Audiovisual, da RAP – Rede Audiovisual Periférica e da APN – Agência Periférica de Notícias, que se integram na “NovaTV”, uma plataforma circular e colaborativa de comunicação e cultura comunitária.
Articulação de Redes para capacitação, produção e exibição nos territórios periféricos








Em setembro de 2025, a Narractiva Periférica integrou a programação oficial do Festival de Artes da FENIG (Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu), consolidando sua presença como peça-chave na difusão do audiovisual da Baixada Fluminense. Mais do que uma vitrine de exibição, a participação no festival foi um espaço de ocupação política e cultural. . Rodas de Debate: Fomentamos discussões essenciais sobre o papel do audiovisual na preservação da memória local e os desafios da produção independente na Baixada. Diálogo com a Cidade: A presença no festival permitiu o intercâmbio entre realizadores, gestores públicos e a sociedade civil, fortalecendo a rede de economia criativa do município. Para a Narractiva Periférica, participar do Festival de Artes da FENIG é reafirmar que a nossa arte não é apenas contemplativa: ela é um instrumento de debate, reflexão e transformação do olhar sobre quem somos.
Festival de Artes da FENIG: Cinema, Memória e Debate Público












A Narractiva Periférica teve uma participação no lançamento da 1ª Teia Municipal dos Pontos de Cultura de Nova Iguaçu e na composição do Catálogo da Rede Municipal. Mais do que um evento formal, este momento simboliza a consolidação da "Cultura Viva" no território iguaçuano. Reconhecimento Institucional: A inclusão no catálogo oficial chancela a Narractiva Periférica como uma entidade de referência na produção cultural e audiovisual da cidade, facilitando o diálogo com órgãos públicos e parceiros privados. Fortalecimento da Rede: A Teia permitiu a articulação direta com outros fazedores de cultura, criando um ecossistema de trocas e apoio mútuo que potencializa as ações realizadas com recursos próprios. Visibilidade Estratégica: O catálogo funciona como um mapa da potência criativa de Nova Iguaçu, posicionando o coletivo como parte essencial da engrenagem que mantém viva a memória e a identidade da Baixada Fluminense.
Participação na 1ª Teia Municipal e Catálogo da Rede de Pontos de Cultura






A Narractiva Periférica assumiu um papel central,-Junto aos Professores André Leite e Alexandre Pires-, na mobilização nacional pela inscrição de João Cândido, o "Almirante Negro", no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Este projeto não é apenas um registro documental, mas uma reparação histórica necessária para um dos maiores líderes da resistência contra a violência e a chibata na Marinha Brasileira. O Registro do Elo Vivo: Sr. Candinho Um dos diferenciais mais profundos desta produção audiovisual são as gravações exclusivas realizadas com o Sr. Adalberto Cândido (Sr. Candinho), o único filho vivo do Almirante Negro. Através de seu testemunho, a Narractiva Periférica capturou a dimensão humana, familiar e política de João Cândido, preservando uma memória oral que é, por si só, um patrimônio imaterial da humanidade. Este material serve como peça fundamental de convencimento e sensibilização para a aprovação do Projeto de Lei que busca o reconhecimento oficial do herói. A Internacionalização: Exposição realizada no Museu Situado, espaço integrante do complexo do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madrid). A força da campanha rompeu as fronteiras brasileiras e alcançou a Europa. A convite do Museu Situado — uma rede de colaboração do prestigiado Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid — a Narractiva Periférica apresentou uma exposição fotográfica e audiovisual sobre a luta de João Cândidodurante o evento de comemoração do día da Consciencia Negra. Levar a história de um líder negro que enfrentou o sistema colonial e escravocrata da Marinha para o centro da capital espanhola é um ato monumental. A exposição em Madrid posicionou a Baixada Fluminense no mapa da vanguarda cultural internacional, provando que as narrativas produzidas na periferia têm fôlego e relevância para dialogar com os maiores centros de arte do mundo
A Campanha João Cândido: Da Baixada para o Panteão Nacional e o Mundo












O projeto "Registrar é Preciso" nasce da urgência de capturar e preservar as vozes, os saberes e as trajetórias de figuras fundamentais que moldam a identidade dos territórios periféricos. Entendendo que a memória oral é um patrimônio sensível e, muitas vezes, silenciado, a Narractiva Periférica propõe uma ação de documentação sistemática das lideranças, artistas e guardiões de memórias que são os verdadeiros pilares de nossas comunidades. Para dar início a esta jornada de preservação, o projeto estabeleceu seu ponto de partida em Tinguá. Este território, berço de águas e de histórias centenárias, abriga personagens cujas vivências se entrelaçam com a preservação ambiental, a história da Estrada do Comércio e a resistência local. Objetivos do Projeto: Documentação Oral: Realizar registros audiovisuais de alta qualidade com pessoas de destaque em seus territórios. Combate ao Apagamento: Garantir que o legado dessas figuras não se perca com o tempo, transformando relatos individuais em memória coletiva. Protagonismo Periférico: Dar palco a quem, historicamente, foi excluído das narrativas oficiais, reafirmando que a história da Baixada é escrita por sua própria gente. A cada gravação, o "Registrar é Preciso" reafirma seu compromisso ético: o de que nenhum território pode construir seu futuro se não tiver domínio e orgulho do seu passado. Projeto realizado em colaboração e de iniciativa de Terra Escrita.
Projeto: Registrar é Preciso








Memórias 2025 é um resumo e foca nas principais entregas de 2025. Além das ações listadas, a Narractiva Periférica manteve uma agenda intensa de articulações institucionais e participações em fóruns setoriais que, embora não detalhados neste resumo, foram fundamentais para a viabilização e o fortalecimento de nossa rede de atuação.


Cultura e comunicação
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